Kikooboo en français ! Kikooboo in english !
  Dans ce carnet
  

Prénom Maurilio
Age 31
But du voyage Tourisme
Nom Flores
    Envoyer un message
Envoyez-moi un SMS
Durée du séjour 1 ano e meio
Nationalité Brasil
Description
Note: 4,7/5 - 3 vote(s).



Localisation : Peru
Date du message : 16/01/2011
Diaporama des photos de ce message
  Imprimer


 Trilha Inca e Machu Picchu

Já com tudo preparado para os próximos 4 dias despertei cedo e fui despedir-me da minha amiga que estava viajando comigo desde Santiago. Após o momento de despedida desci as grandes escadas do hostel e fui em direção a recepção para esperar a van me pegar. Dentro de poucos minutos chegou um senhor e nos chamou pelo nome e neste momento conheço alguns dos meus companheiros de jornada. Seguimos viagem até o povoado de holaytatambo e eu aprovetei este momento para dormir um pouco mais. Ao chegarmos tivemos 30 minutos para tomar café e comprar o que necessitavamos mais. Passado o tempo fomos até o inicio da trilha Inca onde os guias nos deram os bilhetes para ingressar no parque e fomos divididos em grupos de 12 pessoas. Ingressamos e iniciamos a caminhada e para mim um sonho estava se realizando. Neste momennto conheço um casal de franceses que ficaram para trás junto comigo e começamos a conversar e apreciar a natureza. Passado algumas horas foi montado o acampamento para almoçarmos e ficamos ali nos dividimos em grupos de 20 pessoas que era a capacidade de cada barraca. Após o almoço foi realizada uma partida de futebol e nenhum estrangeiro se candidatou a jogar bola a mais de 3000 metros de altitude. Caminhamos por mais algumas horas e o guia nos disse que ali seria o primeiro acampamento. Bom os carregadores realizaram um excelente tralho chegando primeiro e montando todas as barracas. Começou então a divisão das barracas conforme o número de pessoas, casais, mulheres e assim por diante e para variar eu sobrei, fui o último e o guia me disse que iria ficar sozinho em uma barraca, porém ao  chegar no acampamento fui colocado junto com dois argentinos que desde o primeiro momento foram formidaveis e criamos juntos uma grande amizade.

Dormimos ao pé da cerra com os olhos deslumbrados com a exuberante paisagem, porém sabendo que o dia seguinte seria o pior de toda a caminhada. Fomos despertado as cinco da manhã pelos carregadores, eles teriam a missão de desmontar todas as barracas e colocar nas costas e sair na nossa frente para que pudessemos encontrar tudo pronto no próximo destino. Tomamos nosso café da manhã e neste momento eu me interagi mais com toda as pessoas da argentina e neste momento estava nascendo uma grande amizade entre um brasileiro e 12 argentinos.

O dia começou com uma pequena subida e eu imaginei que seria tranquilo mesmo sabendo que 80% da caminhada seria de subida, errado estava eu quando avistei o caminho a ser seguindo e passamos mais de 4 horas subindo montanhas ingremes, ao chefar ao final da subida estavamos todos mortos e a cada um que vencia o obstaculo era recebido com aplausos por todos que se encontravam no topo. Ficamos um tempo no topo observando a paisagem e a neblica que nos cercava, a impressão que tinhamos era de estar nas núvens e o frio começa a fazer efeito entre a pele. Após a chegada do último integrante e um momento para a mais para descançar começamos a nossa descida que duraria algumas horas a mais de caminhada.

Chegamos no segundo acampamento e havia uma ducha fria para quem quisesse, eu fui um dos primeiros a tomar um banho gelado no frio que estava fazendo,  durante o café da tarde e o jantar conversamos muito e aos poucos estavamos aprendendo um pouco de cada idioma. Minha amiga Lucy disse que ja estava falando oito idiomas e foi muito divertido a troca de culturas entre as pessoas devido a diferença da mesma palavra ou frase falado em diferentes idiomas.

Após o jantar fomos dormir para esta preparados para a caminhada do dia seguinte e a medida que os dias se passavam eu estava me sentindo mais realizado e mais motivado ainda em seguir em frente. O terceiro dia foi um dos mais tranquilo, passamos por alguns sitios arqueologicos e ouvimos as explicações dos guias que nos deram toda atenção o tempo todo e enfim chegamos ao acampamento onde havia um bar, um chuveiro quente e onde seria comemorado os agradecimentos aos carregadores que realizaram um excelente trabalho e sem eles não seria possivel realizar o caminho. A noite nos reunimos para o jantar e o banquete foi muito especcial, havia comida para mais quantidades de pessoas que estavam no local.  Fran,  um sueco que estava entre nós se encarregou de arrecadar as gorjetas para os carregadores e fez um discurso em inglés no qual o guia traduziu para os carregadores. No final do dia ganhamos um presente da Pacha Mama, um anoitecer de lua cheia entre as montanhas que eu nuca tinha visto em toda a minha vida, fiquei horas admirando a lua sobre as montanhas até que o anoitecer caiu sobre os céus. Durante o jantar Mathias me perguntou se eu iria dizer no  Brasil que eu jantei com 12 argentinos e eu lhe perguntei se iria dizer na Argentina que ele dormiu na mesma barraca com um brasileiro.

Depois da festa fomos dormir porque o dia seguinte seria a realização do meu grande sonho. Eu estava muito ancioso para vê a cidade sagrada e quase não consegui pegar no sono durante a noite. Fomos acordados as três e meia da manhã e para ajudar ainda mais caia uma forte chuva do lado de fora da barraca, se acordar as três já era bom com chuva foi pior ainda, mas isso não desanimou a minha vontade de chegar a Machu Picchu. Fomos para o bar onde havia acontecido a festa do dia anterior e lá tomamos nosso café da manhã e ficamos esperando até as cinco e meia da manhã, confesso que nçao entendi o porque levatamos tão cedo, pois os carregadores iriam voltar dali e não mais precisavam sair na nossa frente. Começamos a caminhar e a paisagem era indescritivelmente deslubrante, caminhei por muito tempo sozinho sem ninguém por perto de mim até que minha hipnose foi interrompida por uma japonesa que me pediu para tirar algumas fotos dela. Continuei andando até que me juntei novamente ao grupo e então comecei um diálogo com Coco e sua namorada que de certa forma eu sentia que uma grande amizade estava começando. Passado algumas horas começamos a subir uma escafaria muito forte e quando estava quase na metade mudei de direção para caminhar mais rápido e um europeu escorregou e começou a escorregar escada abaixo, por sorte dele eu o segurei antes que caisse despenhadeiro abaixo.

No topo da montanha eu esperava vê a cidade sagrada mas para minha desilusão eu so via montanhas, perguntei ao guia quanto tempo falatava e o mesmo me disse que por volta de uns trinta minutos. A chuva caia e o frio estava quase insuportavél, mas a ansiedade que tinha serviu como aquecedor para mim. Continue andando até enchergar uma casas no horizonte e ao perguntar o guia o que era o mesmo me disse que era a cidade de Águas Calientes. Neste momento senti que estava perto de Machu Picchu e procurei apreciar ainda mais a beleza do lugar. Quando vi os guias parado sobre uma plataforme cheguei perto e a guia apontou o dedo para uma direção e me disse a seguinte frase: -Machu Picchu.

Parei e comecei a olhar a cidade e neste momento tive um sentimento inesplicavél, eu queria chorar, sorrir, correr e ao mesmo tempo ficar ali sentando admirando a grandiosidade do lugar. Porém uma paz tomou conta do meu ser e percebi que o caminho Inca me fez encontra a paz interior que eu tanto buscava. Descemos até a cidade e observei a perfeição das construções, o grupo foi divido em duas equipes uma que falava espanhol e outro que falava inglês e para minha surpresa o casal de brasileiro que somente queriam falar inglês inclusive comigo foi para o grupo de espanhol e é claro eu não aguentei e perguntei por que eles não foram para o grupo de inglês e eles me disseram que era para melhor entendimento das explicações, ironicamente eu disse que não fazia necessário pois seu inglês era fluente. A guia nos explicou toda a história da cidade e uma das coisas interessantes é que Machu Picchu não foi descoberta e sim apresentada ao mundo, pois somente descobre algo que não existe e ela já existia bem antes do que imaginavamos. Depois de excursão guiada teriamos o restante do dia para ficar ali e eu fiquei um tempo mais e depois desci para a cidade de Água Calientes onde deveria pegar o trem para voltar a Holaytatambo e depois  a Cusco.

Cheguei em Cusco por volta das 11:30 da noite e fui direto para o hostel dormir. No outro dia eu iria viajar para a cidade de Nasca. Dormi rápidamente mais feliz do que nunca e durante o dia fui passear pela cidade e encontro novamente meu amigo Coco e Gisele que me convidaram para almoçar o que infelismente não pude aceitar pois teria acabado de comer. A tarde encontro com os outros argentinos e ficamos juntos conversando na praça de armas. Percebi que havia uma grande movimentação na cidade e perguntei a um guarda o que estava acontecendo e o mesmo me disse que era o dia da chegada dos carros do Rally Brasil Peru na cidade, mas uma vez fui presenteado de poder esta no lugar certo na hora certa. Depois de vê a chegada dos carros eu fui para a rodoviária pegar o ônibus para a cidade de Nazca onde iria sobrevoar as famosas linhas. Porém devido ao Rally todos os ônibus do período da tarde foram cancelado e eu fui realocado para o ônibus de 22:30hs, o que me ajudou muito pois a minha mochila que rompeu no caminho de La Paz para Cusco terminou de arrebentar as alças na rodoviária de da cidade. Devido ao remanejo no horário do ônibus eu ganhei tempo e pude voltar ao centro da cidade para comprar uma nova mochila. Depois de realizada a compra e transportado minhas coisas de lugares eu fiquei esperando na rodoviária onde encontrei por acaso os meus amigos do Rio Grande do Sul e ficamos conversando até o momento do seu embarque.


Note: 5/5 - 1 vote(s).






[ Diaporama ]


[ Diaporama
dynamique ]


[ Vidéos ]


[ Suivre ce carnet ]


[ Lire les derniers
commentaires ]


[ Le trajet de
Maurilio ]