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Prénom Maurilio
Age 31
But du voyage Tourisme
Nom Flores
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Durée du séjour 1 ano e meio
Nationalité Brasil
Description
Note: 4,7/5 - 3 vote(s).



Localisation : Bolívia
Date du message : 10/01/2011
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 La Paz

Ao chegar a cidade me deu saudades de BH a cidade encontra-se cercada por montanhas e até o terminal rodoviário é uma grande descida semelhante ao nosso anel rodoviário. Confesso que fiquei muito assustado com a cidade, pois todas as construções não são terminadas o que da impressão de esta entrando em uma grande favela. Cheguei ao terminal e dentro e pouco encontrei com meu amigo argentino Mauricio que conheci em Puno e o mesmo foi ao meu encontro.  Pegamos um taxi com direção a praça de armas e então iniciamos a jornada para conseguir um hostel.

Depois de caminhar um pouco nos estabelecemos em um hostel bastante agradável e saímos para comer alguma coisa e tirar algumas fotos da cidade. Na parte da tarde fomos a uma agência para contratar uma excursão para subir ao Chalcacaya a mais de 5000 metros de altura. À noite fomos caminhar pela cidade e conhecer um pouco da cultura local e acabamos jantando em uma excelente pizzaria.  Acordamos cedo no dia seguinte e fomos tomar nosso café para podermos ir à grande montanha. Depois de um pequeno atraso que alias é normal na Bolívia o pequeno ônibus nos pegou para o passeio do dia. Para meu desespero eu sentei do lado direito e o passeio parecia tranqüilo até que começamos subir a montanha e um imenso abismo estava ao meu lado. A caravana brasileira estava indo muito bem (o ônibus estava repleto de brasileiros, havia apenas 3 pessoas de nacionalidades diferentes) até que comecei a perceber que  estávamos patinando  sobre a neve, comecei a ficar com medo alias o abismo estava do meu lado e eu era um dos últimos passageiros. Um dos tripulantes desceu do ônibus e começou a tirar neve com uma vassoura e mais uma tentativa de e o ônibus desceu mais do que subiu. Neste momento entrei em desespero e resolvemos todos descer e subir a pé.  Olhei para o ônibus e percebi que os pneus não estavam em boas condições e sequer havia vestígios de uma corrente para utilizar.

Começamos a subida e segundo o guia restavam cerca de uma hora e meia de caminhada. Subimos montanha acima, a neve começou a cair e o frio insistia em cortar a pele. Ao chegarmos no topo uma lareira oi acesa para amenizar a sensação e compramos uma sopa de fubá e um chocolate quente. Eu queria um pouco mais de aventura e fui com um brasileiro de São Paulo tentar chegar ao topo da montanha o que foi inviabilizado pela nevasca e o frio. Regressamos ao refugio e após alguns minutos de conversa escutamos um dos guia dizer que deveríamos baixar rapidamente, pois um dos rapazes de São Paulo que estava conosco e ficou no ônibus estava passando muito mal. Começamos então a descida e alguns ficaram para traz para tirar fotos e o guia insistentemente dizendo que o jovem estava muito mal e que precisávamos descer rapidamente. Quando estava quase chegando no ônibus percebemos que o mesmo havia descido a montanha e nos restou apenas caminhar muito mais do que havíamos previsto. Para nossa felicidade começou a chover e neste momento me senti como um frango dentro de um congelador estava sem luvas e sem gorro e a partir deste momento todo molhado.

Caminhamos mais do que prevíamos até que paramos e começamos a questionar o guia porque outro ônibus não vinha nos buscar e depois de alguns minutos de diálogo vimos que o jeito era continuar descendo montanha abaixo e contar com a sorte. Para nossa surpresa o ônibus apareceu após alguns minutos e entramos no mesmo molhado da cabeça ao pé. Dentro do ônibus descobri que o rapaz teve um problema serio e que por pouco não morreu ali diante de nossos olhos. O mesmo estava sentindo o famoso mal de altitude e mesmo assim decidiu subir a mais de 5000 metros. O que passou foi que faltou oxigênio a ponto dele desmaiar e cair no assoalho do veiculo, por sorte uma brasileira do Rio e um Argentino decidiram ficar no ônibus e não subir ao topo da montanha, podendo assim prestar os primeiros socorros. Segundo relato da carioca o motorista somente desceu após sua insistência relatando a gravidade do problema sem ao menos saber realmente do que estava passando. Bom o rapaz foi levado para um pronto socorro e regressou em uma cadeira de rodas e um balão de oxigênio.

O passeio estava incluso a montanha e depois o vale da lua, um parque onde parecido com a superfície lunar. Eu nunca estive na lua, mas fui junto com a carioca e o argentino conhecer o parque, que por sinal me encantou bastante. Voltei ao hostel para tomar um banho e trocar de roupa;  o dia ainda estava longe de acabar, eu tinha que ir ate a rodoviária que ficava do outro lado da cidade para comprar uma passagem de ônibus para voltar ao Peru.

Fiquei abismado com a falta de recurso e principalmente da organização da Bolívia. Por pouco não perdemos uma pessoa bem em frente aos nossos olhos por uma simples imprudência. Eu queria muito ir à floresta da Bolívia, mas depois de perceber que as estradas são péssimas, os ônibus uma aventura e a segurança é um fator no qual eles não preocupam muito eu mudei de idéia e resolvi ir à floresta de outro pais. Aqui eu despeço da Bolívia levando comigo boas e más recordações deste pais.


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