Arequipa é considerada a cidade branca do Peru, pois suas construções são feitas com uma pedra branca regional. A cidade parece um Oasis no meio do deserto no sul do Peru. Com calçadas movimentas e apesar do transito congestionado a cidade é encantadora.
Cheguei a Arequipa as 4 horas da madrugada o que não me agradou muito, a rodoviária estava movimentada, porém fui obrigado a ficar ali para esperar o dia amanhecer. Às seis horas da manha peguei um taxi e solicitei ao motorista que me levasse ao hostel e o que não me surpreendeu mais foi que não havia quartos disponíveis. Tudo bem, o motorista me indicou hostel no qual havia vagas, chegamos e o mesmo chamou insistentemente até que um senhor veio abrir o portão.
Após ter me acomodado sai pela cidade em busca de uma agência para fazer os passeios turísticos e não demorei muito eu estava com meus boletos comprados. No mesmo dia fui visitar um museu Inca e vê a famosa múmia chamada Juanita. Era uma múmia descoberta a mais de 6000 metros de altitude e estava bastante preservada. Esta múmia ao contrario da múmia de Salta foi sacrificada e não ofertada.
Após visitar o museu sai por um city tour na cidade que não foi muito interessante salvando apenas o passeio a cavalo. Depois de ter feito o passeio sai para percorrer o centro histórico da cidade e conhecer um pouco mais desta nobre cidade.
No dia anterior acordei bem cedo para ir para o vale Del coca o que é o orgulho dos arequipenhos. O veiculo da agência me pegou muito cedo no hostel e a guia era simplesmente formidável. A cada metro percorrido a guia explicava sobre a cultura local e o que havia passado ali. No primeiro dia viajamos até um povoado perto do vale Del coca onde iríamos dormir.
Nem bem chegamos e já saímos, pois foi proposta uma caminhada opcional de uma hora e meia e certamente eu fui o primeiro voluntário para esse pequeno trecking. Saímos para a nossa caminhada e chegamos até outro povoado onde realmente começaria o percurso.
Começamos a caminhar montanha acima e todos os detalhes foram explicados com exatidão pela guia. Ao chegarmos ao topo da montanha à grande surpresa é revelada: Um cemitério Inca no qual eram vistos restos mortais dos primeiros habitantes destas terras. O crânio deformado foi o que mais me chamou atenção. Pois os Incas que habitaram aquele local acreditavam que quanto maior o crânio, maior seria a sabedoria, com isso eles apertavam a cabeça das crianças quando elas tinham seus primeiros quatro dias de vida o que aumentava de maneira gradativa sua cabeça.
Ao regressar ao hostel tivemos tempo apenas de trocar de roupas para partimos para as águas termais da cidade o que me fez relaxar um pouco depois de um dia de viagem. A noite fomos convidados a jantar em um restaurante onde havia música e dança típica. Chegamos ao restaurante e imediatamente os músicos colocaram-se apostos para iniciar a grande apresentação.
Os bailarinos começaram então o espetáculo e para minha surpresa fomos convidados a participar da dança. Todos pareciam meios tímidos ate que eu fui convidado a fazer a apresentação da dança da malária.
Os passos pareciam fáceis e eu com toda a minha timidez levantei e dirigi para o centro do salão com minha parceira de dança. Estava indo tudo bem até no momento que ela me deu uma fruta e tive que deitar no chão e começar a tremer como se estivesse realmente doente. A minha parceira pegou uma corda e começou a me bater para o espírito da doença sair de mim. A dança representa a forma como os Incas viam a malária, pois eles acreditavam que a mesma fosse transmitida pela fruta e não pelo mosquito, o que se explica pelo fato deles levarem frutas durante o seu percurso e a mesma apodrecerem atraindo assim o mosquito.
Depois do jantar fomos dormir, pois iríamos acordar muito cedo para visitar o vale Del coca e esperar pelo espetáculo dos condor. Acordamos as 5:30 da manhã e tomamos café muito rápido pois não poderíamos perder tempo.
Após ter visitado algumas comunidades locais, começamos a subir o grandioso vale, passando por túneis entre as montanhas e com uma vista exuberante. Ao chegarmos ao grandioso vale é chegado o momento de esperar pelo condor. Ficamos parados observando o grande vale por algumas horas até que para nossa surpresa um condor resolveu sair do ninho e sobrevoar a região. Com suas gigantescas asas que podem chegar a 3 metros de comprimento o pássaro realiou um show a parte para alegria de todos.
Regressamos para Arequipa cansados e satisfeitos ao mesmo tempo e o dia terminou a guia que foi fabulosa agradecendo por visitar seu pais. No outro dia parti para a cidade de Puno para conhecer o famoso lago Titicaca.